Diário do Autoconhecimento – Depressão e Ansiedade

Posted in Autoconhecimento
on November 16, 2017

Hoje eu estou começando um diário do autoconhecimento, onde eu vou compartilhar com vocês algumas dicas e contar como tem sido mudar de vida completamente.

Vamos começar do início:

Desde muito nova, na minha infância, eu me sentia triste e sozinha por diversos motivos. Durante a minha adolescência eu desenvolvi a depressão, mas na época não se falava muito sobre o assunto, então eu não entendia muito bem o que acontecia comigo e o porquê de eu me sentir sempre pra baixo.

Eu me achava muito estranha, porque quando eu estava com outras pessoas, com os meus amigos, eu era feliz, alegre e contava piadinhas, mas quando eu voltava pra casa me batia a famosa BAD e eu me fechava. Era como se eu me forçasse a ser uma pessoa com os outros, mas eu só queria ir pro meu quarto e dormir.

Eu sempre me senti MUITO perdida. Eu acreditava que quando eu fizesse 18 anos, fosse pra faculdade, eu me tornaria adulta e teria tudo resolvido: emprego, casa e namorado, e tudo o que eu sentia passaria, porque acreditava ser sentimentos da adolescência.

Mas não, eu não me senti melhor depois que me tornei uma jovem-adulta. Na realidade, as coisas pioraram pra mim, principalmente porque eu criei expectativas sobre quem eu seria depois dos 18 anos. Eu questionei tudo que eu realmente queria – eu não sabia nem por onde começar -, porque foi um baque pra mim perceber que não, as coisas não mudariam pra mim.

Quando eu entrei na faculdade de moda eu fiquei muito mal. Eu não era boa naquilo, não sabia desenhar direito e me frustrava. Eu me sentia bem inútil, pra ser sincera. E quando eu fiquei um ano parada, sem estudar, pensando o que eu ia fazer, eu descobri que queria estudar jornalismo – e essa foi uma das melhores decisões que eu já tomei.

O problema é que eu já estava com depressão nessa época e me colocava muito pra baixo. Me questionava constantemente, só reclamava, tinha a vítima interna em todas as situações – ah, a minha vida não dá certo. Ah, eu sou um desastre. Ah, ninguém me ama e me aceita. Ninguém me entende e me apoia. E, pra completar, eu entrei em um relacionamento abusivo. Não é de se espantar que eu atrai alguém assim pra minha vida. Eu vibrava em uma ressonância tão cagada que só poderia me apaixonar por alguém que me faria sentir pior, porque era disso que eu me alimentava – do drama, da tristeza e de situações que me colocavam na pior.

Depois disso eu desenvolvi anorexia nervosa, que é quando você fica tão tensa e tão ansiosa que mal consegue comer (ou não se lembra). A vida perdeu o gosto, sabe? Eu não era feliz. Eu tinha pequenos momentos de felicidade, mas eu não sabia aproveitá-los ou ser grata por isso. Eu preferia sempre olhar o lado negativo das situações, o que me fazia cavar cada vez mais o meu próprio buraco.

Eu cavei tanto o buraco que, de repente, não enxergava mais uma saída. As coisas começaram a piorar em 2014, quando o meu namoro tinha mais sinais de abuso. Eu não tinha amor próprio e eu não sabia o que fazer. Na realidade, eu nem enxergava, porque eu estava tão cansada, tão triste e infeliz que achava que aquilo era o que eu merecia. Que estava no lucro de ter uma pessoa ao meu lado e me culpava cada vez mais por todas as situações que eu passava.

Eu sempre li livros de autoajuda. A vida inteira eu me interessei por esse assunto, mas eu não colocava NADA em prática. Eu tentei, mas as minhas crenças eram tão fortes que me puxavam pra baixo. Foi em 2015 que um livro entrou na minha vida, o Você pode curar a sua vida, da Louise Hay e eu li e reli tantas vezes que já perdi as contas.

Aos poucos o que ela falava ia entrando na minha cabeça, até chegar no meio de 2016, quando eu estava com crises de pânico, ansiedade, autoestima cagada e em um relacionamento com agressões físicas e psicológicas. Eu já não tinha a autoestima boa, mas naquela época eu me sentia horrível.

Eu acredito em Deus, acredito na vida e sei que fui salva. Eu não tenho dúvidas sobre isso. Eu terminei o meu relacionamento, comecei a fazer o tratamento antidepressivo e simplesmente, como um passe de mágica, as coisas foram fluindo.

Não vou entrar em muitos detalhes nesse post porque vamos conversar mais, mas nesse um ano e meio eu me envolvi com espiritualidade, fiz reiki, cursos, li milhares de livros, ajudei milhares de mulheres, aprendi a meditar – e medito todos os dias –, sou uma pessoa calma, tranquila e faz 7 meses que não tomo antidepressivos ou tenho uma crise de ansiedade.

Minha vida mudou. Mas eu estou ainda me descobrindo e quero compartilhar tudo que tenho aprendido com vocês.

Mas já posso adiantar que uma das coisas que foram muito importantes pra mim foi a terapia espiritual que eu tenho feito com a Laura Baeta. Ela é incrível. Nós conversamos, ela me orienta, me guia, analisa minha aura e me energiza pra ter apenas energias boas. Ela tem sido uma grande amiga. Já viajou pra vários países ajudando outras pessoas, tem o Lux Adamantis onde eu fiz o curso de reiki e o mais legal é que a Laura pode atender você em casa, pelo Skype ou ligação do whatsapp. Então se você tá perdida e precisa conversar com alguém, marca uma consulta com ela, porque ela tem me ajudado muito! De verdade.

E é assim que eu termino o diário de hoje, contando como tudo começou, como me sentia antes. No próximo vou falar sobre as ferramentas que utilizei pra sair da depressão.

Com todo coração, que esse post te ajude de alguma maneira e saiba que vai ficar tudo bem!

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